quarta-feira, 13 de março de 2013

Guia do Aluno




Guia do aluno

O que é demandado do aluno em cada parte do projeto?

1- INTRODUÇÃO
2- JUSTIFICATIVA
3- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
4- DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
5- METODOLOGIA
6- CRONOGRAMA
7- BIBLIOGRAFIA
8- ANEXOS

1-INTRODUÇÃO
Na introdução o aluno deverá explicar o assunto que deseja desenvolver.  Deverá apresentar o objeto com recortes temporal e espacial.  Colocar claramente, de forma introdutória, o problema a ser abordado pela monografia.
A função da introdução é responder as seguintes questões:
• O que será estudado? Qual o seu objeto?
• Qual é o período estudado?
• Qual o recorte espacial do seu objeto?
• Qual é o seu problema frente ao objeto enunciado?

E o mais importante: de forma breve e sintética, qual a sua hipótese?

Apresentam-se os objetivos de forma geral e específica.
O objetivo geral define o que o pesquisador pretende atingir com sua investigação.  Os objetivos específicos definem etapas do trabalho a serem realizadas para que se alcance o   objetivo   geral.   Podem ser: exploratórios, descritivos e explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
• Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
• Descritivos (caracterizar, descrever ,traçar ,determinar)
• Explicativos (analisar, avaliar , verificar ,explicar)

É recomendável que sua hipótese apareça, de forma introdutória e resumida, na introdução.  Lembre-se que a introdução deve ser um bom começo do seu projeto, que será desenvolvido nas partes seguintes!  De forma que o eixo central de todo projeto, ou seja sua hipótese, deve estar iluminada logo na introdução.  Mas, claro, aqui não é o lugar de grandes explanações teóricas ou metodológicas, que terão sua vez nas partes seguintes.

2- JUSTIFICATIVA 
Consiste na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática que justificam  a  realização  da pesquisa  ou  o tema proposto para avaliação inicial.  No caso de pesquisa e natureza  científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar:
• A relevância social do problema a ser investigado.
• As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas propostos ou ampliaras formulações teóricas a esse respeito.
• O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema, resumidamente.
• A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.
• É importante justificar sua questão frente a academia (porque sua ideia é original?) e social (que ganhos sua tese dará ao conhecimento?).

É importante também não se basear somente na justificativa negativa.  O que é a justificativa negativa?  É aquela que diz assim: "pesquiso o tema X por que ninguém até agora pesquisou este tema".  Ou seja, é uma justificativa que se legitima pelo negativo, ou seja, por ninguém pesquisou o tema.  Mas isso não é exatamente uma justificativa, é no máximo um incentivo! Um tema não é só bom porque ninguém pesquisou!  Ele é bom por que tem qualidades intrínsecas, por que acrescenta algo à historiografia, por que diz algo de novo à sociedade. É preciso, além da justificativa negativa, fazer sobretudo a justificativa positiva.  Ou seja, trata-se de responder as seguintes questões: porque seu tema é importante?  POR QUE seu olhar é diferente dos outros olhares? POR QUE seu objeto é válido? (ele não é só válido por que outras pessoas não estudam!)  E por fim: POR QUE estudar seu tema é essencial para a história da sociedade brasileira?  São essas perguntas que merecem respostas nesta parte do projeto!  Se você conseguir responde-las, terá sua justificativa.

3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Trata-se da escolha de fundamentos teóricos que vão nortear o seu estudo.  Normalmente o objeto “dá” pistas de que qual a fundamentação teórica é mais adequada.  Mas é necessário que o pesquisador esteja atento às especificidade de seu objeto, sobretudo se este for inovador.  De qualquer forma, para todo objeto torna-se primordial não apenas pensar sua originalidade, mas como pensar sua originalidade.
Quais os teóricos do campo da História ou de outros campos te ajudam a elucidar e melhor enxergar seu objeto?  Para saber responder isso é preciso clareza acerca de qual é o seu problema?  Qual é sua questão?  A teoria não será útil se você não tiver um “problema”, uma questão. 
Não adianta dizer que “ah, eu gosto de Revolução Mexicana” ou “ acho que a gostaria de estudar a história do samba”... Achar e gostar dificilmente ajudam na pesquisa em si.  È preciso uma questão.  Para isso é preciso já ter lido algo sobre o tema, o que ajuda a lastrear o que de novo pode e deve ser dito. 
Diante do problema formulado, como você irá olhar para o objeto? É aí que entra a teoria.  Qual o campo teórico da história que irá te ajudar? Micro-história? História econômica? História de gênero? História cultural? História política? História das mentalidades?  Dentro destes campos teóricos, quais pensadores serão mais úteis?
Como dissemos, normalmente o “problema” aparece a partir da leitura dos teóricos, que podem ser da História ou não.  Aliás normalmente não o são.  Marx, Foucault, Weber, Durkheim, Elias, Hall, etc. não eram historiadores.  No entanto ajudam bastante aos historiadores na fundamentação de suas questões e ajudam a trilhar caminhos, mapeando-nos o objeto.  Uma boa teoria é aquela que clareia os passos iniciais do projeto, sem tolher toda a originalidade do objeto.  Uma boa teoria deve dar asas ao pesquisador e não engessá-lo em uma resposta pré-fabricada, da qual ele será reprodutor.  A boa teoria permite ir além do que já foi dito por esta mesma teoria. 
Como este curso é sobretudo prático, não discutiremos textos de teoria.  Se supõe que os alunos tenham alguma base no assunto devido a matérias anteriores.  Caso sintam necessidade de melhor embasamento teórico, sugere-se duas obras:
a)      VAINFAS, Ronaldo & CARDOSO, Ciro Flamarion S. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus. 1997.
b)      BARROS, José D'Assunção. O campo da História - especialidades e abordagens. 5ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2008

4-  DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
Você é o primeiro a pesquisar este assunto?  Se for, parabéns! Mas saiba que isso é muito incomum.  Alguém ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida.  Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para que não haja duplicação de esforços.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes. 
• A literatura indicada deverá ser condizente com o problema em estudo.
• Citar literatura relevante e atual sobre o assunto a ser estudado.
• Apontar alguns dos autores que serão consultados.
• Demonstrar entendimento da literatura existente sobre o tema.
• As citações literais deverão aparecer sempre entre aspas ou caracteres em itálico, indicando a obra consultada.
• As citações devem especificar a fonte (AUTOR, ANO, PÁGINA)
• As citações e paráfrases deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNT.
• O mais importante de tudo: se posicionar frente à bibliografia.  Assumir um lado da discussão bibliográfica ou defender outro ponto de vista não abordado pela bibliografia é fundamental.  O importante é deixar claro sua questão e a relação de sua pesquisa com a bibliografia.  Como você se posiciona acerca do que já foi escrito sobre o tema?  O que seu objeto acrescenta ou rompe com o que diz a bibliografia?

5-METODOLOGIA
• Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada (bibliográfica, documental, de campo, fontes, etc.)
• Delimitação e descrição (se necessário) dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados: entrevistas, formulários, questionários, legislação doutrina, jurisprudência,etc.
• Indicar o procedimento para a coleta de dados, que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado, isto é:
a) para pesquisa bibliográfica: indicar proposta de seleção das leituras
(seletiva, crítica ou reflexiva, analítica);
b) para pesquisa experimental; indicar o procedimento de testagem;
c) para a pesquisa descritiva: indicar o procedimento da observação: entrevista, questionário, análise documental, entre outros.
• Listar bibliotecas visitadas até o momento do projeto e outras a serem visitadas durante a elaboração do trabalho final.
• Indicar outros recursos: jornais, periódicos, Internet.

6- CRONOGRAMA
A elaboração do cronograma responde à pergunta quando?  A pesquisa  deve ser dividida   em   partes,   fazendo-se   a   previsão   do   tempo   necessário   para   passar   de   uma  fase   a   outra.   Não   esquecer   que        determinadas   partes   que   podem  ser   executadas simultaneamente     enquanto   outras   dependem  das   fases   anteriores.   Distribuir   o   tempo total   disponível   para   a   realização   da   pesquisa,   incluindo   nesta   divisão   a   sua apresentação gráfica.

7-BIBLIOGRAFIA
• A bibliografia utilizada no desenvolvimento do projeto   de  pesquisa  (pode  incluir aqueles que ainda serão consultados para sua pesquisa).
• A bibliografia básica (todo material coletado sobre o tema: livros, artigos, monografias, material da internet, etc.)
• As referências bibliográficas deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNTN Atenção para a ordem alfabética.
• Na bibliografia final listar em ordem alfabética todas as fontes consultadas, independente de serem de tipos diferentes.    

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