Guia do aluno
O que é demandado do aluno em
cada parte do projeto?
1- INTRODUÇÃO
2- JUSTIFICATIVA
3- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
4- DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
5- METODOLOGIA
6- CRONOGRAMA
7- BIBLIOGRAFIA
8- ANEXOS
1-INTRODUÇÃO
Na introdução o aluno deverá explicar
o assunto que deseja desenvolver. Deverá
apresentar o objeto com recortes temporal e espacial. Colocar claramente, de forma introdutória, o
problema a ser abordado pela monografia.
A função da introdução é
responder as seguintes questões:
• O que será estudado? Qual o
seu objeto?
• Qual é o período estudado?
• Qual o recorte espacial do
seu objeto?
• Qual é o seu problema frente
ao objeto enunciado?
E o mais importante: de forma breve e sintética, qual a sua hipótese?
Apresentam-se os objetivos de
forma geral e específica.
O objetivo geral define o que
o pesquisador pretende atingir com sua investigação. Os objetivos específicos definem etapas do
trabalho a serem realizadas para que se alcance o objetivo
geral. Podem ser: exploratórios,
descritivos e explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
• Exploratórios (conhecer,
identificar, levantar, descobrir)
• Descritivos (caracterizar, descrever
,traçar ,determinar)
• Explicativos (analisar, avaliar
, verificar ,explicar)
É recomendável que sua hipótese apareça, de forma introdutória e resumida, na introdução. Lembre-se que a introdução deve ser um bom começo do seu projeto, que será desenvolvido nas partes seguintes! De forma que o eixo central de todo projeto, ou seja sua hipótese, deve estar iluminada logo na introdução. Mas, claro, aqui não é o lugar de grandes explanações teóricas ou metodológicas, que terão sua vez nas partes seguintes.
2- JUSTIFICATIVA
Consiste na apresentação, de
forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática
que justificam a realização
da pesquisa ou o tema proposto para avaliação inicial. No caso de pesquisa e natureza científica ou acadêmica, a justificativa deve
indicar:
• A relevância social do
problema a ser investigado.
• As contribuições que a
pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas
propostos ou ampliaras formulações teóricas a esse respeito.
• O estágio de desenvolvimento
dos conhecimentos referentes ao tema, resumidamente.
• A possibilidade de sugerir
modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.
• É importante justificar sua
questão frente a academia (porque sua ideia é original?) e social (que ganhos
sua tese dará ao conhecimento?).
É importante também não se basear somente na justificativa negativa. O que é a justificativa negativa? É aquela que diz assim: "pesquiso o tema X por que ninguém até agora pesquisou este tema". Ou seja, é uma justificativa que se legitima pelo negativo, ou seja, por ninguém pesquisou o tema. Mas isso não é exatamente uma justificativa, é no máximo um incentivo! Um tema não é só bom porque ninguém pesquisou! Ele é bom por que tem qualidades intrínsecas, por que acrescenta algo à historiografia, por que diz algo de novo à sociedade. É preciso, além da justificativa negativa, fazer sobretudo a justificativa positiva. Ou seja, trata-se de responder as seguintes questões: porque seu tema é importante? POR QUE seu olhar é diferente dos outros olhares? POR QUE seu objeto é válido? (ele não é só válido por que outras pessoas não estudam!) E por fim: POR QUE estudar seu tema é essencial para a história da sociedade brasileira? São essas perguntas que merecem respostas nesta parte do projeto! Se você conseguir responde-las, terá sua justificativa.
3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Trata-se
da escolha de fundamentos teóricos que vão nortear o seu estudo. Normalmente o objeto “dá” pistas de que qual
a fundamentação teórica é mais adequada.
Mas é necessário que o pesquisador esteja atento às especificidade de
seu objeto, sobretudo se este for inovador.
De qualquer forma, para todo objeto torna-se primordial não apenas
pensar sua originalidade, mas como
pensar sua originalidade.
Quais
os teóricos do campo da História ou de outros campos te ajudam a elucidar e
melhor enxergar seu objeto? Para saber
responder isso é preciso clareza acerca de qual é o seu problema? Qual é sua questão? A teoria não será útil se você não tiver um “problema”,
uma questão.
Não
adianta dizer que “ah, eu gosto de Revolução Mexicana” ou “ acho que a gostaria
de estudar a história do samba”... Achar e gostar dificilmente ajudam na
pesquisa em si. È preciso uma
questão. Para isso é preciso já ter lido
algo sobre o tema, o que ajuda a lastrear o que de novo pode e deve ser
dito.
Diante
do problema formulado, como você irá olhar para o objeto? É aí que entra a
teoria. Qual o campo teórico da história
que irá te ajudar? Micro-história? História econômica? História de gênero?
História cultural? História política? História das mentalidades? Dentro destes campos teóricos, quais
pensadores serão mais úteis?
Como
dissemos, normalmente o “problema” aparece a partir da leitura dos teóricos,
que podem ser da História ou não. Aliás
normalmente não o são. Marx, Foucault,
Weber, Durkheim, Elias, Hall, etc. não eram historiadores. No entanto ajudam bastante aos historiadores
na fundamentação de suas questões e ajudam a trilhar caminhos, mapeando-nos o
objeto. Uma boa teoria é aquela que
clareia os passos iniciais do projeto, sem tolher toda a originalidade do
objeto. Uma boa teoria deve dar asas ao
pesquisador e não engessá-lo em uma resposta pré-fabricada, da qual ele será
reprodutor. A boa teoria permite ir além
do que já foi dito por esta mesma teoria.
Como
este curso é sobretudo prático, não discutiremos textos de teoria. Se supõe que os alunos tenham alguma base no
assunto devido a matérias anteriores.
Caso sintam necessidade de melhor embasamento teórico, sugere-se duas
obras:
a) VAINFAS, Ronaldo & CARDOSO, Ciro Flamarion S.
Domínios da história: ensaios de teoria e
metodologia. Rio de Janeiro: Campus. 1997.
b) BARROS, José D'Assunção. O campo da História - especialidades e abordagens. 5ª Ed. Petrópolis: Vozes,
2008
4- DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
Você é o primeiro a pesquisar
este assunto? Se for, parabéns! Mas
saiba que isso é muito incomum. Alguém
ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes,
ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou
bibliográficas, torna-se imprescindível para que não haja duplicação de
esforços.
A citação das principais
conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da
pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e
atitudes.
• A literatura indicada deverá
ser condizente com o problema em estudo.
• Citar literatura relevante e
atual sobre o assunto a ser estudado.
• Apontar alguns dos autores
que serão consultados.
• Demonstrar entendimento da
literatura existente sobre o tema.
• As citações literais deverão
aparecer sempre entre aspas ou caracteres em itálico, indicando a obra
consultada.
• As citações devem
especificar a fonte (AUTOR, ANO, PÁGINA)
• As citações e paráfrases
deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNT.
• O mais importante de tudo:
se posicionar frente à bibliografia.
Assumir um lado da discussão bibliográfica ou defender outro ponto de
vista não abordado pela bibliografia é fundamental. O importante é deixar claro sua questão e a
relação de sua pesquisa com a bibliografia. Como você se posiciona acerca do que já foi escrito
sobre o tema? O que seu objeto acrescenta
ou rompe com o que diz a bibliografia?
5-METODOLOGIA
• Descrever sucintamente o
tipo de pesquisa a ser abordada (bibliográfica, documental, de campo, fontes,
etc.)
• Delimitação e descrição (se
necessário) dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados:
entrevistas, formulários, questionários, legislação doutrina,
jurisprudência,etc.
• Indicar o procedimento para
a coleta de dados, que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado, isto
é:
a) para pesquisa bibliográfica:
indicar proposta de seleção das leituras
(seletiva, crítica ou
reflexiva, analítica);
b) para pesquisa experimental;
indicar o procedimento de testagem;
c) para a pesquisa descritiva:
indicar o procedimento da observação: entrevista, questionário, análise
documental, entre outros.
• Listar bibliotecas visitadas
até o momento do projeto e outras a serem visitadas durante a elaboração do
trabalho final.
• Indicar outros recursos:
jornais, periódicos, Internet.
6- CRONOGRAMA
A elaboração do cronograma
responde à pergunta quando? A
pesquisa deve ser dividida em
partes, fazendo-se a
previsão do tempo
necessário para passar
de uma fase
a outra. Não
esquecer que há
determinadas partes que
podem ser executadas simultaneamente enquanto
outras dependem das
fases anteriores. Distribuir
o tempo total disponível
para a realização
da pesquisa, incluindo
nesta divisão a
sua apresentação gráfica.
7-BIBLIOGRAFIA
• A bibliografia utilizada no
desenvolvimento do projeto de pesquisa
(pode incluir aqueles que ainda
serão consultados para sua pesquisa).
• A bibliografia básica (todo material
coletado sobre o tema: livros, artigos, monografias, material da internet,
etc.)
• As referências
bibliográficas deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNTN Atenção para
a ordem alfabética.
• Na bibliografia final listar
em ordem alfabética todas as fontes consultadas, independente de serem de tipos
diferentes.