domingo, 7 de julho de 2013

Notas finais

Caros alunos,

Segue abaixo as notas finais, calculadas a partir da soma de três notas: Projeto (que inclui a parte apresentada durante o curso) + Defesa + Participação em banca.
As notas do projeto envolveram diversos critérios.  Além da correção gramatical e do uso da língua culta, foram critérios o bom encadeamento das partes do projeto, o respeito à proposta do "Guia do Aluno" e às sugestões de divisão discutidas no curso, a clareza e lógica argumentativa, uso pertinente das teorias históricas, a boa ligação entre fontes, proposta de pesquisa e bibliografia, a pertinência do debate proposto diante da bibliografia e a participação do aluno em sala na discussão de seu projeto (seja da parte apresentada ou em outro dia qualquer).
Os alunos Alexandro e Kelma ainda estão pendentes da nota final pois ainda participarão das bancas de Josena e Polyana. O mesmo acontece com Josena e Polyana, que por questões já expostas no último dia, tiveram suas defesas transferidas excepcionalmente.
Aqueles que participaram de mais de uma banca tiveram as médias calculadas a partir da soma das notas e divisão pelo número de bancas.  A ideia era, sempre que possível, arrendondar para cima as notas.  
Peço que qualquer problema nas notas me seja comunicado pessoalmente.  Estou na UEMA sempre às segundas e quartas. 
Os alunos Gustavo Barra, Jussara Gonçalves, Daniele Campos e Hugo Aurélio foram  reprovados seja por falta; seja por não entregarem o projeto final (e/ou a parte do projeto)  dentro dos prazos estabelecidos; seja por não serem banca de nenhum colega; seja por não terem orientador, ou pela soma desses motivos.  

Aluno
Nota Projeto
Nota Defesa
Nota da banca
Nota final
Alexandro Almeida
9
9,5
Banca da Kelma: 9
Banca da Josena: 9
Média: 9
9
Romário
9,5
8,5
Banca da Kelma: 9
Banca do Wallas: 8,5
Banca da Sarah: 7,0
Banca da Layla: 9,5
Banca do Mariana: 8,0
Média: 8,5
9,0
Kelma
8
8,5
Banca da Ingrid: 9,5
Banca da Layla: 7,5
Banca da Josena: 8,0
Média: ?
8,0
Manoel Afonso
8,5
8,5
Banca do Marcos Paulo: 8,5
Banca do Alexandro: 7,5
Média: 8
8,5
Layla
8
7,5
Banca do Romário: 7,0
7,5
Sarah
8 (- 2 ptos) = 6
7,5
Banca da Mariana: 7,5
Banca do Manoel: 7,5
Média: 7,5
7
Mariana Sulidade
7 (-2 ptos) = 5
8,5
Banca da Sarah: 7,,5
7
Wallas
9,5
9,5
Banca do Romário: 7
Banca da Ingrid: 6
Média: 6,5
8,5
Marcos Rodrigo
9
7
Banca do Marcos Paulo: 6
7,5
Marcos Paulo
9
8,5
Banca do M. Rodrigo: 8,5
Banca do Manoel: 7,5
Média: 8
8,5
Ingrid
8
9
Banca do Wallas: 9,5
9
Josena
9
9
9
9
Polyana
9
8,5
9,5
9

domingo, 24 de março de 2013

Ementa Métodos e Técnicas de Pesquisa Histórica - UEMA 1/2013



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CENTRO DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS.
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA
CURSO DE HISTÓRIA
DISCIPLINA: Métodos e Técnicas de Pesquisa Histórica  – 60h
PROFESSOR: Gustavo Alonso
Blog do curso: http://mtph-uema.blogspot.com.br/

Métodos e Técnicas de Pesquisa Histórica  - Atividades supervisionadas em projetos e fontes de pesquisas nas diversas áreas de concentração da História, através do trabalho com as fontes que viabilizam a produção monográfica. 
Objetivo: Discutir e formalizar com os alunos a distinção entre Introdução, Justificativa, Fundamentação Teórica, Revisão Bibliográfica e Metodologia.  Escrever um projeto de monografia. Ser avaliado e avaliar um projeto de pesquisa.
Avaliações: Entrega das atividades parciais e participação em sala.  A cada dia uma dupla ou trio ficará encarregado de fomentar a discussão.  A partir do dia 6, outro trio lerá sua parte do trabalho correspondente ao dia de forma a ser ajudado pelos colegas e professor.  No final do curso haverá bancas simuladas na qual uma dupla avaliará o trabalho de um colega.  O aluno avaliado deverá defender seu projeto.   Também é necessário ao aluno participar das bancas.  Participação nas aulas. Presença. Avaliação do projeto.

Dia
Leitura
Atividade

1
O livro a ser usado no curso (Eco, Umberto. Como se faz uma tese) pode ser baixado AQUI ou AQUI
Entrega da ementa.  Discussão dos propósitos do curso.  Exposição das intenções dos alunos.
2
“Introdução” & “Que é uma tese e para que serve” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. XIII-XV e 1-7.
Discussão e participação dos alunos
3
“A escolha do tema” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. 7-34.
Discussão e participação dos alunos
4
“A pesquisa do material” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. 35-80.
Discussão e participação dos alunos
5
“O plano de trabalho e o fichamento” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. 81-113.
Discussão e participação dos alunos
6
“A redação” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. 115-144.
Discussão e participação dos alunos
ATIVIDADE: Apresentação da INTRODUÇÃO em leitura pública com o professor e os alunos; Discussão entre alunos e professor; Ver o guia do aluno para saber o que deve estar na INTRODUÇÃO
7
“A redação defintiva” & “Conclusões” IN: Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2012, 24ed., pp. 145-174
Discussão e participação dos alunos
ATIVIDADE: Apresentação da JUSTIFICATIVA (Ver Guia do aluno no blog do curso)
8


Discussão e participação dos alunos
ATIVIDADE: Apresentação da FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA (Ver Guia do aluno no blog do curso)
9

Discussão e participação dos alunos. Discussão e participação dos alunos ATIVIDADE: Apresentação da DISCUSSÃO BIBLIOGRAFICA (Ver Guia do aluno no blog do curso)

10

Apresentação da METODOLOGIA (Ver Guia do aluno no blog do curso)
11
Banca simulada.
DEFESA dos projetos perante uma banca composta por alunos do próprio curso.  No mínimo dois alunos farão parte da banca;
Entrega dos projetos prontos aos colegas da banca e professor no mínimo com uma semana de antecedência.
Os alunos serão avaliados quando estiverem na tanto na banca quanto como proponentes do projeto.
12
Banca simulada.
IDEM
13
Banca simulada.
IDEM
14
Banca simulada.
IDEM
15
Banca simulada.
IDEM

segunda-feira, 18 de março de 2013

Orientações para a preparação de um seminário



O seminário é a exposição oral de um trabalho coletivo de estudo de um texto. Sua função em nosso curso é facilitar a compreensão dos colegas dos pontos principais do material lido e criar um ambiente favorável para a discussão e esclarecimento de dúvidas sobre o conteúdo abordado.

O seminário em grupo é parte da avaliação dos alunos. Mas a sua finalidade deve ser compreendida, antes de tudo, como uma oportunidade de aprendizado e de prática da exposição de idéias e argumentos. Se essa oportunidade for bem aproveitada, os alunos terão uma boa nota.

Muitos alunos costumam dizer que não gostam de falar em público. Ao menos três respostas cabem aqui: 1) a maioria de nós não gosta, mas a maioria de nós terá que ganhar a vida expondo suas idéias em algum momento; 2) o ‘público’ dos nossos seminários são os colegas, que estão na mesma condição e que sabem tanto ou menos do que o expositor que terá se preparado para esta tarefa; 3) o conhecimento é uma construção coletiva e relacional, não basta ler os textos, é necessário conversar sobre eles, discutir os pontos polêmicos e nebulosos; testar se o seu entendimento corresponde àquilo que os outros também perceberam, ou se você acaba de ter uma grande sacada, que inspirará outras pessoas...

Mas, para que o seminário seja uma experiência interessante para quem o faz e quem o ouve, é preciso preparar-se, estudar o texto, discuti-lo com os seus parceiros de grupo, organizar a exposição e estar consciente do que é o mais importante a ser compartilhado sobre um autor ou um tema.

Dicas do que fazer:

1 – Cada membro do grupo deve ler o texto todo individualmente, fazer anotações sobre o que compreendeu e sobre suas dúvidas, antes da primeira reunião de trabalho. Procure saber quem é o autor e quais são as suas obras;

2 – Na reunião de trabalho, os membros do grupo devem por-se de acordo sobre quais são as idéias principais do texto, devem discutir suas dúvidas. Procurem o professor ou o monitor (caso haja), se acharem necessário. Identifiquem os objetivos do autor, os principais conceitos que ele mobiliza, os argumentos que utiliza para embasar suas proposições, os dados que fornece para amparar seus argumentos, as conclusões a que chega. Procurem identificar as motivações e o contexto em que o autor escreveu seu texto: em quais idéias e autores ele se ampara, contra quem ele escreve, que idéias ele combate, como realizou a pesquisa que embasou a escrita do texto lido.

3 – Apenas depois de discutir bastante e elaborar as respostas às perguntas acima, depois que todos os membros do grupo estiverem conscientes do conteúdo do texto, comecem a organizar a exposição. Qual a melhor forma de comunicar o conteúdo do texto? Quais são os tópicos mais importantes? Usarão algum recurso audiovisual, PowerPoint, um trecho de filme? Quanto tempo levarão para desenvolver cada tópico? O que é possível falar no tempo disponível?

4 – Somente depois de terem pensado TODA a exposição, dividam as tarefas. O que cada um fará durante a exposição e quando tempo terá disponível para isso?

5 -  Divergências entre os expositores não são necessariamente algo ruim.  Haver polêmica entre os expositores é algo bem-vindo, desde que fique claro para o ‘público’ o ponto de divergência.


Dicas do que NÃO fazer:

1 – Não dividam o texto por número de páginas a serem lidas e expostas por cada pessoa antes mesmo de saber onde fica o xerox! Todo o grupo deve ter lido o texto todo.  Não faça um trabalho ‘Frankstein’, no qual cada um só sabe “a sua parte”.  Fica na cara de todo mundo que o conhecimento fracionado dificilmente chega a lugar algum. 

2 – Não improvise! Não chegue no dia com suas 5 páginas do livro grifadas para procurar, ali na hora do pênalti, onde estão as coisas tão importantes que o autor tinha a dizer... quais são elas mesmo, desculpem, estou um pouco nervoso, estava bem aqui...

3 – NÃO LEIA a sua exposição! Se produzir um texto bem feito sobre o seu seminário, imprima-o e distribua na hora, envie por e-mail, publique em seu blog, isto será muito bem vindo! Mas, por favor, não leia nada na hora! Tenha à mão apenas uma folha com os pontos mais importantes para guiar-se e não esquecer. Mostre que você sabe do que está falando.

4 – Não se prenda aos mínimos detalhes. Suponha que todos os presentes leram (ou lerão em breve) o texto a ser exposto. Fale com seus colegas como se eles compartilhassem o conhecimento do que você está dizendo. Seu objetivo é apenas apresentar de outra forma aquilo que está sendo discutido nas aulas.

5 – Não desanime ou se atrapalhe se o professor ou outro colega disser aquilo que você tinha se preparado para dizer. Você certamente dirá a coisa de uma outra forma, reforçando a importância daquele tópico para a compreensão do conteúdo. Execute aquilo que foi combinado, porque a sua parte é importante para o conjunto do seminário.

6 – Não exceda o tempo previsto em sua exposição. Mas também não se seja tão breve que dê aos ouvintes a sensação de que você não tinha nada de importante a dizer e estava ali só para ganhar o ponto na nota.


Outras dicas:

- Aprender a trabalhar em grupo é uma arte, um exercício extremamente útil para sobreviver em sociedade. Aproveite!

- Todas as pessoas são tímidas. Algumas apenas aprendem a disfarçar melhor e lidar bem com isso.

- Cada pessoa sabe alguma coisa. E não sabe muitas outras. Aproveite o seminário para fazer essa troca.

- O objetivo do seminário é facilitar o seu aprendizado mediante a relação com os outros que estão na mesma situação, seja você o expositor ou o ouvinte.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Guia do Aluno




Guia do aluno

O que é demandado do aluno em cada parte do projeto?

1- INTRODUÇÃO
2- JUSTIFICATIVA
3- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
4- DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
5- METODOLOGIA
6- CRONOGRAMA
7- BIBLIOGRAFIA
8- ANEXOS

1-INTRODUÇÃO
Na introdução o aluno deverá explicar o assunto que deseja desenvolver.  Deverá apresentar o objeto com recortes temporal e espacial.  Colocar claramente, de forma introdutória, o problema a ser abordado pela monografia.
A função da introdução é responder as seguintes questões:
• O que será estudado? Qual o seu objeto?
• Qual é o período estudado?
• Qual o recorte espacial do seu objeto?
• Qual é o seu problema frente ao objeto enunciado?

E o mais importante: de forma breve e sintética, qual a sua hipótese?

Apresentam-se os objetivos de forma geral e específica.
O objetivo geral define o que o pesquisador pretende atingir com sua investigação.  Os objetivos específicos definem etapas do trabalho a serem realizadas para que se alcance o   objetivo   geral.   Podem ser: exploratórios, descritivos e explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
• Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
• Descritivos (caracterizar, descrever ,traçar ,determinar)
• Explicativos (analisar, avaliar , verificar ,explicar)

É recomendável que sua hipótese apareça, de forma introdutória e resumida, na introdução.  Lembre-se que a introdução deve ser um bom começo do seu projeto, que será desenvolvido nas partes seguintes!  De forma que o eixo central de todo projeto, ou seja sua hipótese, deve estar iluminada logo na introdução.  Mas, claro, aqui não é o lugar de grandes explanações teóricas ou metodológicas, que terão sua vez nas partes seguintes.

2- JUSTIFICATIVA 
Consiste na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática que justificam  a  realização  da pesquisa  ou  o tema proposto para avaliação inicial.  No caso de pesquisa e natureza  científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar:
• A relevância social do problema a ser investigado.
• As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas propostos ou ampliaras formulações teóricas a esse respeito.
• O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema, resumidamente.
• A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.
• É importante justificar sua questão frente a academia (porque sua ideia é original?) e social (que ganhos sua tese dará ao conhecimento?).

É importante também não se basear somente na justificativa negativa.  O que é a justificativa negativa?  É aquela que diz assim: "pesquiso o tema X por que ninguém até agora pesquisou este tema".  Ou seja, é uma justificativa que se legitima pelo negativo, ou seja, por ninguém pesquisou o tema.  Mas isso não é exatamente uma justificativa, é no máximo um incentivo! Um tema não é só bom porque ninguém pesquisou!  Ele é bom por que tem qualidades intrínsecas, por que acrescenta algo à historiografia, por que diz algo de novo à sociedade. É preciso, além da justificativa negativa, fazer sobretudo a justificativa positiva.  Ou seja, trata-se de responder as seguintes questões: porque seu tema é importante?  POR QUE seu olhar é diferente dos outros olhares? POR QUE seu objeto é válido? (ele não é só válido por que outras pessoas não estudam!)  E por fim: POR QUE estudar seu tema é essencial para a história da sociedade brasileira?  São essas perguntas que merecem respostas nesta parte do projeto!  Se você conseguir responde-las, terá sua justificativa.

3 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Trata-se da escolha de fundamentos teóricos que vão nortear o seu estudo.  Normalmente o objeto “dá” pistas de que qual a fundamentação teórica é mais adequada.  Mas é necessário que o pesquisador esteja atento às especificidade de seu objeto, sobretudo se este for inovador.  De qualquer forma, para todo objeto torna-se primordial não apenas pensar sua originalidade, mas como pensar sua originalidade.
Quais os teóricos do campo da História ou de outros campos te ajudam a elucidar e melhor enxergar seu objeto?  Para saber responder isso é preciso clareza acerca de qual é o seu problema?  Qual é sua questão?  A teoria não será útil se você não tiver um “problema”, uma questão. 
Não adianta dizer que “ah, eu gosto de Revolução Mexicana” ou “ acho que a gostaria de estudar a história do samba”... Achar e gostar dificilmente ajudam na pesquisa em si.  È preciso uma questão.  Para isso é preciso já ter lido algo sobre o tema, o que ajuda a lastrear o que de novo pode e deve ser dito. 
Diante do problema formulado, como você irá olhar para o objeto? É aí que entra a teoria.  Qual o campo teórico da história que irá te ajudar? Micro-história? História econômica? História de gênero? História cultural? História política? História das mentalidades?  Dentro destes campos teóricos, quais pensadores serão mais úteis?
Como dissemos, normalmente o “problema” aparece a partir da leitura dos teóricos, que podem ser da História ou não.  Aliás normalmente não o são.  Marx, Foucault, Weber, Durkheim, Elias, Hall, etc. não eram historiadores.  No entanto ajudam bastante aos historiadores na fundamentação de suas questões e ajudam a trilhar caminhos, mapeando-nos o objeto.  Uma boa teoria é aquela que clareia os passos iniciais do projeto, sem tolher toda a originalidade do objeto.  Uma boa teoria deve dar asas ao pesquisador e não engessá-lo em uma resposta pré-fabricada, da qual ele será reprodutor.  A boa teoria permite ir além do que já foi dito por esta mesma teoria. 
Como este curso é sobretudo prático, não discutiremos textos de teoria.  Se supõe que os alunos tenham alguma base no assunto devido a matérias anteriores.  Caso sintam necessidade de melhor embasamento teórico, sugere-se duas obras:
a)      VAINFAS, Ronaldo & CARDOSO, Ciro Flamarion S. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus. 1997.
b)      BARROS, José D'Assunção. O campo da História - especialidades e abordagens. 5ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2008

4-  DISCUSSÃO BIBLIOGRÁFICA
Você é o primeiro a pesquisar este assunto?  Se for, parabéns! Mas saiba que isso é muito incomum.  Alguém ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida.  Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para que não haja duplicação de esforços.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes. 
• A literatura indicada deverá ser condizente com o problema em estudo.
• Citar literatura relevante e atual sobre o assunto a ser estudado.
• Apontar alguns dos autores que serão consultados.
• Demonstrar entendimento da literatura existente sobre o tema.
• As citações literais deverão aparecer sempre entre aspas ou caracteres em itálico, indicando a obra consultada.
• As citações devem especificar a fonte (AUTOR, ANO, PÁGINA)
• As citações e paráfrases deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNT.
• O mais importante de tudo: se posicionar frente à bibliografia.  Assumir um lado da discussão bibliográfica ou defender outro ponto de vista não abordado pela bibliografia é fundamental.  O importante é deixar claro sua questão e a relação de sua pesquisa com a bibliografia.  Como você se posiciona acerca do que já foi escrito sobre o tema?  O que seu objeto acrescenta ou rompe com o que diz a bibliografia?

5-METODOLOGIA
• Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada (bibliográfica, documental, de campo, fontes, etc.)
• Delimitação e descrição (se necessário) dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados: entrevistas, formulários, questionários, legislação doutrina, jurisprudência,etc.
• Indicar o procedimento para a coleta de dados, que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado, isto é:
a) para pesquisa bibliográfica: indicar proposta de seleção das leituras
(seletiva, crítica ou reflexiva, analítica);
b) para pesquisa experimental; indicar o procedimento de testagem;
c) para a pesquisa descritiva: indicar o procedimento da observação: entrevista, questionário, análise documental, entre outros.
• Listar bibliotecas visitadas até o momento do projeto e outras a serem visitadas durante a elaboração do trabalho final.
• Indicar outros recursos: jornais, periódicos, Internet.

6- CRONOGRAMA
A elaboração do cronograma responde à pergunta quando?  A pesquisa  deve ser dividida   em   partes,   fazendo-se   a   previsão   do   tempo   necessário   para   passar   de   uma  fase   a   outra.   Não   esquecer   que        determinadas   partes   que   podem  ser   executadas simultaneamente     enquanto   outras   dependem  das   fases   anteriores.   Distribuir   o   tempo total   disponível   para   a   realização   da   pesquisa,   incluindo   nesta   divisão   a   sua apresentação gráfica.

7-BIBLIOGRAFIA
• A bibliografia utilizada no desenvolvimento do projeto   de  pesquisa  (pode  incluir aqueles que ainda serão consultados para sua pesquisa).
• A bibliografia básica (todo material coletado sobre o tema: livros, artigos, monografias, material da internet, etc.)
• As referências bibliográficas deverão ser feitas de acordo com as regras da ABNTN Atenção para a ordem alfabética.
• Na bibliografia final listar em ordem alfabética todas as fontes consultadas, independente de serem de tipos diferentes.